Vamos adiante tentando adicionar e explicar melhor certos pontos.Outra forma de definir personalidade é o conjunto de identidades que você valida e introjeta profundamente ao ponto de - no caso da grande maioria das pessoas - você já não saber olhar pra si mesmo objetivamente. Não somos tão racionais como acreditamos, e acreditar é uma ação poderosa para transformar
Se identificar é acreditar que determinado aspecto da sua personalidade é naturalmente seu, é intrinsecamente você; é a crença distorcida de que você é um comportamento, uma postura, um tipo e que isso é "o que você é".
Identificação está diretamente ligada às suas crenças, e todo substrato (o cardápio de identidades) provém do mundo externo. O que define, no entanto a personalidade final são suas escolhas do menu .
Você têm o cardápio, nele as inúmeras identidades que vão sendo experienciadas ao longo da vida, então você faz suas escolhas.
Independente de suas escolhas serem racionais, lógicas ou inconscientes, até e na maioria das vezes contraproducentes na construção de suas vivências, elas são suas escolhas.Esse ponto é muito importante.
Escolher é a expressão mais libertária da experiência humana, estamos na vida, basicamente refinando nossa capacidade de escolha. Crescer na vida é saber cada vez mais como fazer bem suas escolhas.
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Porém esse molde final não é estático.
Os que vêem a personalidade como algo finalizado em certo ponto, ficam presos nessa forma, e muitos perdem a oportunidade de começar a jornada de libertação de dogmas e limitações, uma das mais fantásticas jornadas disponíveis ao ser humano.
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Essa primeira personalidade começa a ser construída já na infância, antes do que podemos supor, ao longo dos processos que envolvem as fases de crescimento que, nesse estágio de formação, acontecem vertiginosamente.
Somos empurrados a fazer as escolhas, selecionamos as identidades que se ajustam as nossas crenças, a partir de nossas experiências no mundo externo, que simultaneamente vão se formando e se influenciando. É um sistema orgânico, entrelaçado, isolar algum aspecto e analisa-lo fica por conta dos estudiosos.
Na vida prática o processo é complexo e irracional, ou melhor, precede a razão, ou pior: você está certo de que a razão está incontestávelmente do seu lado.
Eis que ocorre o engano muito comum, de que em determinado ponto da vida você "completa" a sua personalidade.O engano fundamental é que, ao contrário do que nos é dito, a personalidade nunca está totalmente formada, logo nunca está verdadeiramente completa. O que ocorre é que o mundo externo, nesse determinado ponto, exige que você estabeleça essa personalidade, sem o mérito de se ela é benéfica ou não pra você. Em troca você ganha o conforto de poder se auto definir em relação ao mundo. Mais, ou menos, ajustado a esse mundo, você recebe de volta as respostas que vão se tornando familiares e o colocam em um papel onde você acredita estar recebendo o que merece, o esperado, de acordo com suas identificações e crenças, que formam a sua personalidade. Você passa a ser reconhecido.
(Continua)
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